Vitória da luta sindical: trabalhadores do Cardiologia receberão 13° em dezembro

Acordo prevê parcelamento das rescisões a partir de janeiro e indenização compensatória ao final

Sindicatos dos trabalhadores da saúde conseguiram fechar acordo com o Cardiologia, após duas horas de uma tensa e muito dura mediação no TRT-4. No acordo firmado entre sindicatos e Cardiologia, os trabalhadores dispensados receberão a primeira parcela do 13° salário antes do Natal – até sexta (22). A segunda parcela do 13° e a integralização dos salários de novembro serão pagas no próximo dia 29 de dezembro.

As verbas rescisórias (referentes à demissão com data de 7/12) serão pagas em 13 parcelas, iniciando no dia 15 de janeiro de 2024 e assim distribuídas:

  • Parcelas 1 e 2 – valor de R$ 200 mil reais divididos entre todos igualmente;
  • Parcelas 3 a 5 – valor de R$ 400 mil reais divididos entre todos igualmente;
  • Parcelas 6 a 12 – valor de R$ 656 mil reais divididos entre todos igualmente;
  • Parcela 13 – será pago todo saldo, mais a multa 477 (um salário para cada trabalhador).

Além disso, será pago um salário extra como indenização compensatória/danos morais, pela dispensa coletiva, sem prejuízo de outras ações individuais que eventualmente possam ser movidas. Todas as parcelas terão correção pela taxa SELIC. Também serão liberadas as guias para seguro desemprego e saque FGTS.

Durante a mediação, a proposta discutida foi apresentada de forma simultânea aos trabalhadores dispensados do Cardiologia, via formulário, e aprovada por maioria.

A assessoria jurídica do SERGS – Paese e Ferreira Advogados Associados – divulgará em breve outras informações alusivas ao acordo.

Segundo Cláudia Franco, foi uma negociação exaustiva, mas que garante o mínimo de recuperação dos valores que esses trabalhadores já deveriam ter recebido. “Esperamos que esse acordo seja cumprido para recuperar a dignidade desses colegas que estão sofrendo com essa situação”, afirmou a presidente do SERGS.

Valorize quem te representa! A luta foi árdua, mas o SERGS e os demais sindicatos conseguiram uma vitória importante no apagar das luzes de 2023.

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