Sindicatos lutam pelo pagamento de verbas rescisórias e reaproveitamento de profissionais em Alvorada e Cachoeirinha

A segunda mediação no TRT-4 envolvendo a transição na gestão dos hospitais de Alvorada e Cachoeirinha e a situação dos trabalhadores demitidos aconteceu nesta quinta (4). O SERGS foi representado por sua vice-presidente Denize Cruz, pela secretária-geral Inara Ruas, também na qualidade de vice-presidente do Conselho Estadual de Saúde, e pelo diretor Ismael Miranda da Rosa, acompanhados do advogado Jeverton Lima, da assessoria jurídica.

A mediação foi tensa e longa. O desembargador Alexandre Corrêa da Cruz abriu espaço para as  falas de todos os lados envolvidos – sindicatos dos trabalhadores, assessorias jurídicas, profissionais das instituições, representantes da Fundação Cardiologia e da recuperação judicial, novos gestores contratados, lideranças dos municípios, Conselho Estadual de Saúde, Ministério Público e Governo do Estado.

A Fundação Cardiologia se comprometeu a encerrar o processo de demissões em Alvorada até 9 de abril e em Cachoeirinha até 16 de abril. Com isso, os trabalhadores terão baixa na carteira de trabalho, poderao buscar FGTS disponível e encaminhar seguro-desemprego. Essa etapa _não incluirá_ o pagamento das verbas rescisórias, para as quais se tentará viabilizar apoio do Governo do Estado, via projeto de lei. O governo tem prazo até a próxima mediação para propor uma alternativa.

Também ficou acertada uma reunião entre jurídico dos sindicatos e a Associação João Paulo II para estudar possibilidades de aproveitamento dos profissionais demitidos em Alvorada, ainda essa semana. Em Cachoeirinha, será criada uma comissão envolvendo representantes dos sindicatos e o novo gestor (Hospital Ana Nery) para tratar da transição e do possível aproveitamento dos profissionais a partir de 8 de abril, quando assume a nova gestão.

Para Denize Cruz, a principal preocupação do SERGS é com o pagamento das verbas rescisórias dos trabalhadores. Jeverton Lima questionou a falência desse modelo de gestão que leva a um jogo de “empurra-empurra” e deixa os trabalhadores desassistidos.

Inara Ruas defendeu mais uma vez a posição do Conselho Estadual de Saúde de que o governo faça a gestão de seus hospitais próprios e relatou preocupação com o que foi visto na visita ao Hospital de Alvorada, realizada nesta quarta (3). “Falta de controle de infecções, ausência de responsáveis técnicos, jornadas que não seguem a convenção trabalhista. O que foi visto lá nos apavorou”, comentou.

Uma próxima mediação para tratar da situação dos hospitais de Alvorada e Cachoeirinha está marcada para o dia 30 de abril, às 14h. O SERGS estará mantendo enfermeiras(os) demitidos informados sobre o andamento das negociações com os novos gestores.

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