Em audiência com governador, SERGS leva demandas de atenção à saúde das mulheres no RS

O SERGS é um dos signatários de uma carta entregue nesta quarta (31) ao governador Eduardo Leite para tratar sobre Atenção à Saúde das Mulheres. A carta é resultado de uma ampla discussão ocorrida em 8 de março – Dia Internacional da Mulher, durante o Encontro de Enfermagem na Saúde das Mulheres, realizado pelo Coren-RS. Além do SERGS, também assinam a carta, juntamente com a autarquia, Secretaria Estadual da Saúde, Secretaria Municipal da Saúde, ABEn-RS, ABENFO, Sindisaude e Escola de Enfermagem da UFRGS. Na audiência, o SERGS foi representado por sua diretora Bruna Engelman.

O documento levanta os seguintes pontos referentes à saúde das mulheres:

  • A realidade do Rio Grande do Sul-RS, relativamente às políticas públicas voltadas à população de mulheres e ao nascimento no Brasil, ao alinhamento às metas internacionais direcionadas à saúde geral da população e à qualificação e quantificação de enfermeiras identificadas com esta temática;
  • A dificuldade na distribuição da realização do exame citopatológico de colo de útero no RS (SES, 2023) e outros programas de atenção à Saúde das Mulheres;
  • A taxa de 64,27% de cesarianas no ano de 2022, muito além do preconizado pela OMS no documento Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas que é de 15% (OMS, 2015);
  • A dificuldade na implementação da resolução nº 206/2017-CIB/RS;
  • As recomendações da OPAS/OMS e seus parceiros para equipar a força de trabalho de enfermagem com o investimento acelerado e massivo no ensino de enfermagem, e em especial da enfermagem obstétrica, e criação de empregos (OPAS, 2020).

Além disso, aponta a necessidade de cursos e vagas para formação de especialistas em Enfermagem obstétrica e para a qualificação de enfermeiras da Atenção Básica em relação ao pré-natal e saúde da mulher de acordo com as práticas baseadas em evidências científicas, bem como a construção e implementação de centros de parto normal no RS.

Segundo Bruna, essa é uma discussão da maior importância, que precisa ser considerada pela gestão do atual governo, com políticas específicas de atenção às mulheres.

Leia aqui a íntegra do documento.

Carta – 8 de Março

 

 

 

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