Diretora do SERGS e da FNE participa do Global Nurse United nos EUA

A diretora do SERGS e da seccional região sul da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Inara Ruas, participou da comitiva brasileira no Global Nurses United (GNU), em San Diego, Estados Unidos, na primeira semana de outubro. Também participaram do evento a presidenta da FNE, Solange Caetano, a vice-presidenta Shirley Morales e o diretores Péricles Flores e Milca Rodrigues.

Neste ano, o GNU teve como objetivo intensificar a luta por empregos dignos na enfermagem, acabar com os ataques à saúde pública, buscar justiça e boa renumeração para os enfermeiros e enfermeiras e melhorar os cuidados aos pacientes através do atendimento seguro ao paciente.

 

Segundo Inara, o evento trouxe também um balanço do que a pandemia causou no mundo, e mais especificamente na enfermagem, as queixas com relação às condições de trabalho neste período foram similares: falta de EPIs, jornadas extenuantes, grande número de profissionais contaminados, demora de ação dos governos para a compra de vacinas, o que teria poupado muitas vidas, demonstrando que o negacionismo não foi só no Brasil. Outro ponto salientado pela diretora do Sergs é que a desvalorização salarial de enfermeiras(os) é comum aos 35 países que participaram do evento. Em Quênia, por exemplo, o salário de uma enfermeira é de 162 dólares (o equivalente a 810 reais).

“Enquanto no Brasil a enfermagem luta por um piso salarial desvinculado da jornada, e que era para estar sendo pago desde maio de 2023, aprendemos que as enfermeiras dos Estados Unidos são em sua maioria sindicalizadas, que os sindicatos dos Enfermeiros são respeitados e mobilizam a categoria para que seus direitos sejam cumpridos”, comenta Inara.

A Global Nurses United é uma federação de sindicatos de trabalhadores de enfermagem e de saúde em mais de 30 países, que se reúnem para intensificar a luta contra a desvalorização, a privatização e os ataques à saúde pública. Além da Convenção e da Conferência, o evento contou com seminários e espaços para debates, contando com a participação de sindicatos da Angola, Austrália, Brasil, Burundi, Canadá, Pimenta, Costa Rica, Curaçao, República Dominicana, França, Guatemala, Grécia, Honduras, Índia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Quênia, Maláui, Nova Zelândia, Paraguai, Peru, Filipinas, Portugal, Ruanda, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Sri Lanka, Taiwan, Peru, Uganda, Estados Unidos e Uruguai.

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