“Os manicômios são uma arma poderosa do neoliberalismo”. Este foi um dos pontos trazidos pelo médico psiquiatra uruguaio Ruben Oscar Ferro, durante a audiência pública sobre Saúde Mental e os 25 anos da Reforma Psiquiátrica no Rio Grande do Sul, realizada pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa nesta quarta, dia 16.
Além da presença do autor da lei da reforma – o ex-deputado estadual Marcos Rolim – a audiência também contou com lideranças políticas e na área da saúde, usuários do atendimento e estudantes e profissionais de Enfermagem, Psicologia, Serviço Social e outras áreas. A diretora Janaína Rodrigues representou o SERGS na audiência.
Ferro trouxe em sua fala uma série de questionamentos sobre a forma como é feito o atendimento da saúde mental nos países da América do Sul e o que preconizam os pesquisadores na área. Rolim lembrou a árdua luta para aprovar o projeto nos anos 90, enfrentando muita resistência inicial, mas posteriormente aprovado por unanimidade pelos deputados gaúchos. “A legislação não é perfeita, mas trouxe avanços na questão dos manicômios, dos direitos dos pacientes e do regramento da atenção à saúde mental nos hospitais gerais”, afirmou Rolim.
Para Janaína, o debate foi importante para refletir sobre o que já é praticado hoje no SUS e a necessidade de avanços, pois cada vez estes pacientes precisam estar inseridos(as) na sociedade, como cidadãos e cidadãs.
Texto e fotos: Assessoria de Comunicação SERGS

