Impasse nas contas da Fundação de Sapucaia do Sul não terá solução sem presença ativa do município na mediação
Novamente sem a presença do gestor municipal, SERGS, Sindisaude Vale do Sinos e Sindifars participaram de mediação sobre a situação de atrasos recorrentes em salários, férias e verbas rescisórias na Fundação de Saúde Sapucaia do Sul, nesta quarta (28), no TRT-4.
A mediação foi conduzida pelo desembargador Cláudio Antônio Cassou Barbosa e juíza auxiliar Maria Teresa Vieira da Silva. O SERGS foi representado pelo seu vice-presidente Ismael Miranda da Rosa, que é enfermeiro na instituição, e pela assessora jurídica Jaqueline Matiazzo de Carvalho.
A Fundação relatou que salários e férias estão sendo quitados conforme o recebimento de repasses federais, estaduais e municipais, mas que há 225 rescisões em aberto no momento. A gestão da fundação informou que as rescisões de menor valor começarão a ser pagas neste mês, mas que ainda não há recursos para quitar as rescisões de valor mais alto. Também estão atrasados os depósitos de FGTS e a instituição tenta novo parcelamento com a Caixa Federal – lembrando que o SERGS já tem uma ação questionando a regularização dos pagamentos.
Diante desse cenário, o TRT-4 vai reforçar o convite para que o município participe na próxima mediação. Também serão solicitadas informações sobre a formação e andamento do Comitê Estratégico de Análise da Despesa de Saúde, criado por decreto vigente em Sapucaia do Sul.
Segundo Ismael Miranda da Rosa, o gestor precisa participar da mediação para informar o que está sendo pensado para buscar recursos para viabilizar a fundação e não sobrecarregar os trabalhadores.
Uma nova mediação foi marcada para 26 de fevereiro, às 15h.
