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SERGS solidário com os(as) servidores(as) estaduais

 

O SERGS manifesta seu total apoio a todos os servidores do Rio Grande do Sul, diante do atual quadro de falta de diálogo e retrocessos.  Também registra sua solidariedade com a professora Helenir Schürer, agredida na última terça-feira, dia 26, que representava naquele momento não somente a categoria dos professores, mas também todo o povo gaúcho.

O pacote proposto pelo governo de Eduardo Leite destrói os serviços públicos e ataca frontalmente os servidores, por isso, mais do que nunca, é preciso resistir e lutar.

 

O desabafo dos colegas enfermeiros

O Sindicato tem recebido inúmeros relatos de colegas enfermeiros que atuam no Serviço Público Estadual e estão em greve.  São desabafos entristecidos da dura realidade que está sendo vivenciada na saúde pública do Rio Grande do Sul. Veja dois deles:

“Sou enfermeira, servidora pública da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, tenho 10 anos de Secretaria e pela primeira vez, como muitos colegas enfermeiros aderi a uma greve. Não sou sindicalizado no Sergs, mas venho através deste solicitar em nome de nossa categoria o apoio público deste sindicato.  Somos muitos enfermeiros trabalhando entre nível central da SES e em 19 Coordenadorias Regionais de Saúde ( distribuídas por todo o estado), onde somos responsáveis pela gestão de políticas essenciais de saúde, vacinas, vigilância epidemiológica, entre outras diversas atividades. Além disso trabalhamos em serviços assistenciais importantíssimos para a saúde pública deste estado, como Hemocentro, Hospital Psiquiátrico São Pedro, Hospital Sanatório Partenon e Ambulatório de Dermatologia  Sanitária, atendendo populações de extrema vulnerabilidade social. A saúde pública deste estado está em colapso, estamos há 6 anos sem reajustes salariais e há 5 anos com atrasos de salários, além disso não há reposição dos quadros de profissionais no serviços e muitos deles devem parar seu atendimento por falta de enfermeiros e médicos! Precisamos de apoio público de todas as entidades gaúchas e de todos os sindicatos para barrar as ações deste governo. Não é apenas a educação (como tem aparecido na mídia) que está sendo atacada, a saúde está numa situação crítica! O governador Eduardo Leite, com seu pacote, destrói os serviços públicos estaduais e não nos deixa outra opção, se não à greve! Agradeço a atenção do  SERGS e contamos com seu apoio público para podermos demonstrar para a sociedade gaúcha o tamanho do prejuízo deste pacote para toda a população do Rio Grande do Sul”

 

 “Nós enfermeiros, servidores do Poder Executivo, estamos distribuídos em todo Estado do RS, prestando serviço em diversos setores e apoio aos 497 municípios do RS. Amargamos 48 meses de salário atrasado e parcelado. São quase 5 anos sem reposição salarial e sem 13ª salário em dezembro (devemos optar por receber em 12 parcelas ou fazer empréstimo no Banrisul). Além disso, mais de 5 anos sem reposição salarial da inflação e as propostas do governo do estado são de mais ameaças e perdas.  Tal situação é penosa, humilhante e desorganiza toda vida familiar do servidor. Os servidores estaduais do executivo não podem pagar a conta sozinhos, tampouco carregar nas costas a responsabilidade de organizar o fluxo de caixa do Estado, ofertando nossos próprios salários para que o Estado realize os repasses financeiros aos demais Poderes. A mesma Lei que determina ao Executivo o pagamento do duodécimo ao Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública, também determina o pagamento em dia aos servidores do Executivo. Entretanto, somente o Executivo é penalizado. Estudamos, investimos na nossa qualificação profissional, e precisamos ser valorizados. O cenário de greve não é algo agradável, no entanto, o cenário de diminuição da condição do Estado em prestar serviços de qualidade com o mínimo de estrutura aos servidores é lamentável. Pedimos o apoio do Sergs, para que possamos nos fortalecer como servidores públicos e como enfermeiros que prestam um serviço público de qualidade à toda população do Estado”.

 
Força, colegas, o SERGS está com vocês nesta luta!

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