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Seminário qualifica diretoria para as lutas

A gestão 2019-2022 do SERGS realizou seu primeiro seminário de qualificação na última sexta, dia 18, no espaço de treinamentos da Adesban, na zona sul de Porto Alegre. A programação reuniu toda a diretoria, assessores das áreas jurídica e de comunicação e convidados externos. O objetivo do evento foi a discussão e contextualização do momento atual dos sindicatos, marcando o início da nova gestão.

Na abertura, a presidenta do SERGS, Cláudia Franco, relembrou momentos marcantes da história do sindicato e as principais bandeiras defendidas nos últimos 20 anos. A advogada Mari Agazzi, da assessoria jurídica do SERGS, explicou sobre temas que tornaram-se lutas importantes, como periculosidade, adicional noturno, adicionais de jornadas, folgas e grau de insalubridade, entre outros, que se tornaram conquistas para a categoria.

O professor de Economia da UFRGS, Cassio Calvete, abordou as transformações no mundo do trabalho e seu impacto no movimento sindical. “No atual contexto, é papel dos sindicatos a resistência a esse fim do bem estar social e à imposição de novas relações de trabalho. Também urge integrar mais os jovens e ampliar a base representada”, observou.

O vice-presidente Ismael Miranda da Rosa mediou um debate com os diretores sobre os desafios de representar os(as) enfermeiros(as) no Estado. Enfatizou que a diretoria atual é composta por membros mais experientes e pessoas que estão iniciando no movimento sindical. Também destacou que é necessário acolher os colegas da categoria com companheirismo, alegria e afetividade.



Ampla participação dos diretores

 

 

Necessidade de novos modelos

No turno da tarde, a jornalista Laura Glüer, da assessoria de comunicação, destacou a importância do relacionamento com a imprensa e a necessidade de qualificação e legitimação dos dirigentes sindicais como fontes.

Na sequência da programação, foram discutidas novas formas de gestão dos serviços de saúde, ataques ao SUS e como os sindicatos devem se posicionar nas negociações daqui para frente. O painel foi conduzido pelo professor de Saúde Coletiva da UFRGS, Alcides Miranda.

Os reflexos da Reforma Trabalhista nas negociações coletivas foi o tema debatido pela advogada Raquel Paese, da assessoria jurídica do SERGS, e a secretária geral da entidade Denize da Cruz. “No último ano, percebemos um interesse da patronal na desconstrução de direitos. Com muito esforço, o Sindicato conseguiu preservar direitos conquistados ao longo dos últimos anos”, afirmou.

No encerramento, foram discutidos novos modelos de sustentabilidade financeira dos sindicatos. Para o advogado Jeverton Lima, da assessoria jurídica do SERGS, é preciso encontrar novas formas de construir a coletividade. O debate contou com a mediação da diretora suplente de Assuntos Jurídicos e ex-presidenta do SERGS, Cláudia Silva, que instigou o grupo a encontrar novas formas de se relacionar com os(as) enfermeiros(as).

A tarde também contou com participação do presidente da CUT do Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo, que trouxe uma reflexão: “Retiraram os recursos financeiros, mas não conseguiram calar os sindicatos”. Para ele, neste momento todos os dirigentes sindicais estão sendo testados e será necessário resgatar valores e modernizar o movimento sindical.



Convidados com a diretoria

 
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Texto e fotos: jornalista Laura Glüer

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