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Desafios e perspectivas

SERGS esteve em Assembleia Geral Ordinária e debateu sobre o momento que vivemos


O Sindicato dos Enfermeiros do Estado do Rio Grande do Sul realizou Assembleia Geral Ordinária, quarta-feira (27/03), e aprovou a Prestação de Contas do ano de 2018 por unanimidade. Também foram trazidos a público o Balanço Financeiro e o Relatório de Atividades do ano de 2018. Ambos os documentos tiveram consenso de aprovação. A apresentação desses registros proporcionou uma profunda reflexão sobre a situação financeira do sindicato nos últimos anos. A diretoria enfatizou que a Reforma Trabalhista tem dificultado a atuação sindical. Para o SERGS, a reforma tem engessado a ação dos sindicatos e prejudicado a luta permanente por direitos.


A crise na saúde
Apesar das dificuldades, o Sindicato dos Enfermeiros atuou com os trabalhadores em diversas mobilizações no ano que passou. O atraso do repasse por parte das entidades estatais tem precarizado o serviço de saúde no Estado do Rio Grande do Sul, causando o atraso de salários e as más condições de trabalho. “Isso é reflexo de uma onda de ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras que iniciou no país após o Golpe de 2016”, apontou o presidente do SERGS, Estêvão Finger. Também há responsabilidade por parte das gestões hospitalares, quem têm protagonizado más administrações. A crise da saúde se aprofunda em diversos níveis e a aprovação da EC 95, em dezembro de 2016, que limitou os investimentos em saúde em 20 anos precariza ainda mais os serviços no setor.


Desafios do SERGS
Durante a Assembleia, se defendeu que o momento que vivemos é de grandes desafios para a organização sindical. O SERGS é um sindicato que conta apenas com um liberado, enquanto que os demais diretores atuam na entidade em contra turno do expediente de trabalho. Os dirigentes conseguem apenas duas liberações de turno por mês, para o desempenho de tarefas sindicais. Ou seja, o recurso humano do SERGS, para acompanhar as movimentações da categoria, é pequeno, porém, potente no sentido de ter garantido muitas conquistas no ano de 2018, junto da mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras.


Em defesa da saúde: greve e mobilizações por direitos!
O ano passado também demonstrou que a categoria está consciente da sua responsabilidade com a saúde. Foram movimentações em quase todo estado: Canoas, Tramandaí, Sapucaia do Sul, Pelotas, Rio Grande, Farroupilha, Palmeiras das Missões foram alguns dos municípios que estiveram à frente de mobilizações em defesa da área da saúde e melhores garantias de trabalho, na exigência do repasse dos salários atrasados.


Fortalecer o sindicato para fortalecer os trabalhadores!
Na ocasião da Assembleia, o SERGS apontou as dificuldades financeiras do sindicato como um desafio a ser superado no ano de 2019. A Proposta Orçamentária para esse ano foi aprovada em unanimidade, entendendo que esse planejamento é uma garantia de fortalecimento do sindicato. Houve aprovação também sobre a contribuição para o custeio do sindicato, como por exemplo, a Anuidade que segue com os mesmos valores de 2018.


“O sindicato é a maior ferramenta de luta dos trabalhadores e trabalhadoras. Existe a tentativa de tornar esse mecanismo inoperante. Mas, nós temos que lutar para que ele continue existindo e conquistando direitos”, destacou Finger. O SERGS tem o compromisso com o patrimônio da categoria, da mesma forma que tem compromisso com a luta dos trabalhadores e a conquista de direitos.


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