SERGS repudia cartilha sobre gestação que promove desinformação e contraria evidências científicas

O  SERGS manifesta seu total repúdio às alterações no conteúdo da Caderneta da Gestante, feitas pelo Ministério da Saúde, que representam um retrocesso no atendimento às gestantes brasileiras, contrariando evidências científicas consolidadas e diretrizes para o parto normal já pactuadas pelo próprio Ministério da Saúde em conjunto com outras entidades.

A nova versão do documento também relativiza a violência obstétrica, estimulando práticas altamente questionáveis do ponto de vista da saúde e do bem estar da mulher e do bebê, como a episiotomia. Recentemente, publicamos em nosso site do SERGS artigo sobre o tema, assinado pelas enfermeiras e professoras universitárias Mariene Jaeger Riffel e Virgínia Leissmann Morettom, da Associação Brasileira de Enfermagem Obstétrica no Rio Grande do Sul (Abenfo-RS). Leia aqui o artigo na íntegra.

A cartilha também indica a aplicação da Manobra Kristeller para forçar a saída do bebê. No documento, fica facultada ao médico a realização desse procedimento, que pode causar lesões na mulher e desfechos desfavoráveis.

Por fim, o documento promove também práticas inseguras de contracepção, entre outros itens com equívocos do ponto de vista científico.

Para a presidenta do SERGS, Cláudia Franco, que também atua como enfermeira obstetra, esse documento é mais um forte retrocesso na atenção das gestantes. “É lamentável que o atual governo esteja desconstruindo avanços históricos, centrando o acompanhamento pré-natal e o atendimento na hora do parto na figura do médico e com viés nitidamente hospitalocêntrico”, comenta Cláudia.

E complementa: “juntamente com outras entidades, defendemos que esse documento seja imediatamente retirado de circulação, para evitar mais desinformação sobre esse tema”.

 

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