Retrocessos precisam ser combatidos na visão de especialistas presentes no Congresso da CNTSS/CUT

Nesta quarta (25) aconteceu a abertura e primeiro dia de debates do 8º Congresso Nacional da CNTSS/CUT, que tem com eixo principal Os desafios dos(as) trabalhadores(as) da Seguridade Social frente aos ataques ao Estado de Bem Estar Social. O SERGS marca presença no evento, com participação de sua presidenta Cláudia Franco, que também é Secretária de Políticas Sociais da CNTSS/CUT, na mediação de algumas mesas, e com dois delegados – o vice-presidente Ismael Miranda da Rosa e a diretora Inara Ruas.

No primeiro dia do congresso, Cláudia mediou a mesa que tratou intitulada As consequências das Reformas implantadas pelo governo federal para os(as) trabalhadores(as) da Seguridade Social. Esta mesa redonda contou com a participação de Alcides de Miranda, professor da UFRGS; Fausto Augusto Júnior, diretor Técnico do DIEESE; Eduardo Fagnani, professor da Unicamp e Márcia Lopes, ex-Ministra da Assistência Social no Governo Lula. Também esteve na mediação o Secretário de Combate ao Racismo da CNTSS/CUT e presidente do Sindacs BA, Robson Teixeira Goés.

Alcides Miranda, da UFRGS, salientou em sua fala o direito social à saúde e o empresariamento deste setor como tendência, o que pode levar a um desmonte da seguridade social. “Estamos vivendo um momento difícil para o SUS e todos os trabalhadores que atuam na seguridade social, será preciso enfrentar esse desmonte nos próximos anos, pois saúde é um valor social, não uma mercadoria”, afirmou.

Eduardo Fagnani, da Unicamp, lembrou que o cenário futuro para a seguridade social é bastante temerário, pois não haverá aposentadoria para todos(as). Também reforçou o impacto na renda de muitas famílias brasileiras, com a morte de pensionistas por conta da Covid.

A ex-ministra Márcia Lopes lembrou que 100 milhões de pessoas são assistidas hoje por programas sócio-assistenciais e que é preciso um novo projeto para frear esse desmonte nas políticas públicas.

Após as explanações, houve um debate sobre o tema e o consenso de que as eleições de 2022 serão decisivas para frear os ataques à seguridade, porém todos concordaram que levará um bom tempo para que os retrocessos dos governos Bolsonaro e Temer sejam revertidos.

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