Emergências acima do limite, não tem como atender mais gente

O SERGS vem a público repudiar o Decreto Estadual 55129/2020, de 17 de março de 2021, que estabelece a vedação de fechamento das Emergências pelas instituições de saúde. Diante do caos instalado na capital e em muitas cidades do Estado é impossível não restringir o atendimento, já superlotado e com limitação de equipes.

Os sindicatos e todas as entidades de trabalhadores da saúde sempre estiveram sinalizando para os órgãos públicos o avanço da pandemia, inclusive antecipando o caos que estamos vivendo agora. Os governos não tiveram coragem de tomar atitudes na hora certa, para conter o avanço do vírus.

Agora, mais do que nunca, o SERGS tem manifestado sua posição favorável ao lockdown como forma importante de enfrentamento dessa nova e gravíssima onda, mas mais uma vez o Executivo Estadual e de muitos municípios estão indo na contramão disso, ao retornar a co-gestão e a flexibilização a partir da próxima semana, exigindo soluções mágicas e inexequíveis das instituições de saúde e dos profissionais. O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, resumiu o que muitos pensam: “sempre cabe mais um”.

Não é assim, senhores gestores!

Não são só leitos. O atendimento de um paciente grave de Covid envolve equipamentos e profissionais qualificados e com experiência. Nossas equipes estão no limite da exaustão, padecemos com a falta de estrutura, choramos a cada vida perdida. Temos responsabilidade com a saúde da população e não poderemos oferecer assistência adequada com esse número crescente dos casos.

Como sindicato que representa uma das categorias que está na linha de frente da gestão dos serviços de saúde, não podemos concordar com a medida anunciada hoje pela Secretaria Estadual da Saúde. “Emergências sem controle aumentam o risco de erros e expõem mais ainda a população e os profissionais”, afirma a presidenta do SERGS, Cláudia Franco, enfermeira no Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

Os governos precisam escutar quem está trabalhando na ponta. “A saída para a situação que estamos vivendo passa por isolamento, máscara, higienização e vacina”, complementa a diretora do SERGS, Cláudia Silva, que atua no Hospital Centenário, em São Leopoldo.

 

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