SERGS alerta – Bandeira Preta é consequência de liberação desenfreada de comércio e serviços

Ao final da tarde desta sexta, dia 19, a sociedade gaúcha foi impactada com a notícia de 11 regiões sob a bandeira preta no mapa de distanciamento controlado do Estado. O dado reflete o limite de ocupação dos leitos de UTI nessas regiões frente ao aumento no número de casos registrados da Covid-19.

Integrando o Conselho Multissetorial para o Enfrentamento da Covid-19 (COMUE-COVID) em Porto Alegre, o SERGS tem alertado os agentes da Prefeitura em todas as reuniões para o risco da liberação desenfreada de comércio e serviços na capital.

A presidenta do SERGS, Cláudia Franco, pontuou na reunião desta sexta, dia 19, sobre o risco que crianças, professores(as) e funcionários(as) de escolas e também suas famílias estariam correndo com o possível reinício presencial sem ampla vacinação. A reunião aconteceu antes do anúncio da bandeira preta e da decisão da Prefeitura de adiar a retomada presencial.

Novamente, a presidenta do SERGS alertou para a necessidade de contratação de mais profissionais da enfermagem para atender os eventuais novos leitos que estejam sendo abertos na cidade, não sobrecarregando aqueles que estão na ativa, como já vem acontecendo em alguns hospitais de Porto Alegre, onde estão sendo desrespeitadas as convenções coletivas.

Em resposta à fala do Prefeito Sebastião Melo na imprensa de que Porto Alegre estaria nessa situação por conta dos pacientes oriundos do interior, Cláudia lembrou que a capital é referência neste atendimento e recebe verbas do Sistema Único de Saúde para isso. “Restringir o atendimento de pacientes do interior fere a lei 8080”, alertou.

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