GHC: Banco de Horas não é moeda de troca, SERGS exige testagem em todo grupo

 

A gestão do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) tem demonstrado resistência na mediação junto ao TRT-4 e não cede em questões que são fundamentais para a testagem de seus profissionais na linha de frente da pandemia. A proposta de testar somente as portas de entrada do Hospital Conceição não atende as necessidades atuais de disseminação do vírus nos grandes hospitais. Os sindicatos defendem que a testagem seja feita em larga escala, pois só assim será possível evitar surtos e mitigar a contaminação das equipes, suas famílias e população atendida. Vale lembrar que o GHC é formado não somente pelo Conceição, mas também pelos hospitais Fêmina, Cristo Redentor e da Criança, UPA Zona Norte e postos de saúde e em todos estes locais há trabalhadoras e trabalhadores suscetíveis ao Coronavírus.

Além disso, os representantes da direção do GHC tentam durante todo o tempo da mediação desviar a pauta – que teve como ponto de origem os grupos de risco e o fornecimento de EPIs – trazendo o tema do Banco de Horas como moeda de troca.

O SERGS não vai discutir um assunto que já está posto em sua norma coletiva e entende que não é possível culpabilizar as(os) trabalhadores por uma pandemia, propondo troca de licenças por folgas. “Mais uma vez, as grandes prejudicadas serão as mulheres, que estão em dificuldade de conciliar seus horários por conta dos filhos sem aulas”, comenta Cláudia Franco, presidente do SERGS. Cláudia também destaca que nenhuma mudança no Banco de Horas para enfermeiras(os) do GHC será feita sem consulta à categoria.

A próxima mediação no TRT-4 acontece na quarta, dia 2, às 16h. Neste dia, os sindicatos esperam obter avanços e maior sensibilidade da gestão e do Judiciário aos pleitos das trabalhadoras e trabalhadores.

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