SERGS alerta para falta de EPIs para profissionais atenderem casos de coronavirus na capital

 

O SERGS está enviando ofício à Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre exigindo a disponibilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI´s) para uso de enfermeiros(as) e outros profissionais da saúde no atendimento aos possíveis casos de Coronavirus.

Enfermeiros(as) estão na liderança das equipes de saúde que atendem essa pandemia. Nesse sentido, por ser linha de frente, é imprescindível que estejam utilizando todos os equipamentos de proteção necessários, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) e Secretaria Estadual da Saúde (SES).

Veja o que dizem os documentos liberados nos últimos dias pelos órgãos federal e estadual:

“(…) o profissional deve usar equipamento de proteção individual (EPI): protetor ocular ou protetor de face; luvas; capote/ avental/ jaleco, máscara N95/PFF2 (ou outras máscaras com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3µ tipo N99, N100 ou PFF3), sempre que realizar procedimentos geradores de aerossóis. Para realização de outros procedimentos não geradores de aerossóis, avaliar a disponibilidade da N95 ou equivalente no serviço. Não havendo disponibilidade, é obrigatório o uso da máscara cirúrgica.” (Documento orientação APS)

“Qualquer profissional que entrar em contato com o caso suspeito deve utilizar EPI (preferencial máscara N95, nas exposições por um tempo mais prolongado e procedimentos que gerem aerolização; eventualmente máscara cirúrgica em exposições eventuais de baixo risco; protetor ocular ou protetor de face; luvas; capote/avental.” (Secretaria Estadual da Saúde do RS)

Em Porto Alegre, já há vários relatos de enfermeiros(as) nos postos da capital sobre a falta destes equipamentos, colocando em risco a segurança dos profissionais e da população. Também é importante reforçar o abastecimento dos postos com álcool gel, álcool 70% e hipoclorito de sódio (água sanitária).

A falta de investimentos na saúde ganha amplitude em momentos de crise como esse. É fundamental que os governantes priorizem neste momento o atendimento ágil e de qualidade aos cidadãos e a preservação das vidas de todos os envolvidos.

 

 

 

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