SERGS orienta enfermeiros(as) demitidos(as) com fechamento de hospital em Taquara

 

O SERGS participou nesta quarta, dia 11, de uma assembleia com os trabalhadores(as) do Hospital Bom Jesus, de Taquara, para tratar sobre o fechamento da instituição e o processo demissional. A assembleia aconteceu na Câmara de Vereadores do município e também teve a participação do Sindisaúde e Coren-RS.

O único hospital de Taquara encerrou suas atividades nesta semana e transferiu seus pacientes para instituições de cidades próximas. Todos os funcionários do hospital estão sendo desligados. A instituição tem mais de 200 trabalhadores, sendo 21 enfermeiros(as).

Na assembleia, a assessoria jurídica do SERGS orientou os(as) enfermeiros(as) a assinarem o aviso-prévio. As homologações das demissões deverão ser feitas pelo sindicato, após agendamento do empregador.

Como há denúncias de irregularidades na gestão do hospital, a assessoria jurídica também pediu que os demitidos(as) enviem para o sindicato cópias do aviso-prévio, extrato de depósitos do FGTS e dos seis últimos contracheques, para que possam ser verificados os pagamentos de insalubridade. Comprovadas estas irregularidades, o sindicato deve mover uma ação coletiva para buscar as verbas devidas.

Além disso, as entidades propuseram uma audiência pública com participação do Ministério Público e do Controle Social para tratar sobre este fechamento e como ficará a assistência da população de Taquara e Vale do Paranhana. “Estamos diante de mais um caso evidente de terceirização mal sucedida dos serviços de saúde, impactando na comunidade. É preciso investigar e exigir providências”, comenta Cláudia Franco, presidente do SERGS, presente na assembleia.

Abaixo a fila de trabalhadores para receber o aviso-prévio nesta manhã:

Entenda o caso

Desde 2017, o Bom Jesus está sob intervenção judicial, sob a gestão da Associação Beneficente Silvio Scopel (ABSS), que assumiu no lugar do Instituto de Saúde e Educação Vida (ISEV). A Prefeitura diz que uma nova empresa deve assumir em breve a gestão do hospital. Enquanto isso não ocorre, a população terá de recorrer a outras alternativas de atendimento e as ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde e SAMU farão a transferência dos casos mais graves.

 

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