Fechamento da Unidade Materno-infantil da PUC preocupa sindicatos e entidades de classe

 

A sociedade gaúcha foi surpreendida no final da última semana com a notícia sobre o fechamento do Centro Materno Infantil do Hospital São Lucas da PUCRS. Até o momento, não houve nenhuma formalização desta decisão  para os sindicatos dos trabalhadores que atuam nesta área. O SERGS encaminhou ofício à direção da instituição, na última sexta, dia 6, pedindo para que seja formalizado um posicionamento sobre a questão.

Segundo Vera Lúcia Garcia, enfermeira que atua no São Lucas e tesoureira do SERGS, que foi convidada a participar de uma reunião sobre o tema com a gestão do hospital, a alegação da instituição é que a unidade não é economicamente viável e que o São Lucas está atendendo além da cota exigida pelo SUS.

Com o fechamento da unidade, a proposta da gestão é que a demanda seja direcionada para o Hospital Materno Infantil Presidente Vargas. Os funcionários, segundo a direção informou na reunião, seriam remanejados para outros setores do Hospital São Lucas e para o próprio Presidente Vargas. “Não temos muitas informações por enquanto, só sabemos que é um reposicionamento do hospital”, comenta Vera.

Enfermeiros estão apreensivos e preocupados com o atendimento da população

O Hospital São Lucas da PUCRS atende uma demanda importante de nascimentos na capital e região metropolitana, principalmente dos bairros da zona leste da capital e Viamão. Mensalmente são realizados 200 partos pelo SUS no local.

A enfermeira Jeniffer Pereira Alves, que está em seu segundo ano de residência na unidade, diz que está faltando transparência por parte da gestão, pois nenhum dos interessados que atuam diretamente na assistência foi informado sobre esse fechamento. “O que sabemos até agora é por meio de colegas. Aqui temos um serviço de excelência, referência até mesmo fora do RS e toda uma população ficará desassistida se houver este fechamento”, afirma.

Além disso, os residentes estão preocupados também com a conclusão de sua especialização multiprofissional. “Passamos em um processo seletivo para atuar no São Lucas, não em outra instituição. Falam em transparência e agem desta forma, não estão preocupados com a população e com os profissionais que lá atuam”, complementa Jeniffer.

Outra enfermeira da unidade – que prefere não se identificar – diz que os profissionais estão sendo coagidos a aceitar esta decisão unilateral.

Entidades já organizam mobilização conjunta

A situação preocupa muito o SERGS, que defende o atendimento de qualidade pelo SUS e o respeito e valorização dos profissionais. Para Cláudia Franco, presidente do sindicato, é preciso acabar com a rádio-corredor e conversar com as entidades e os profissionais em busca outras alternativas para viabilizar o serviço.

“Já estamos nos articulando com o Simers e os demais sindicatos para uma mobilização conjunta em defesa da Maternidade do HSL”, diz. A Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo-RS) também estará participando desta mobilização. Uma reunião com todas as entidades está marcada para esta sexta, dia 13, às 11h, na sede do SERGS (Leonardo Truda, 40 sala 51).

 

Presidente do SERGS participa de debate na Band

A presidente do SERGS, Cláudia Franco, participou de debate nesta terça, dia 10, na rádio Bandeirantes, com representantes de outras entidades sobre o tema.

Confira no link a seguir:

https://www.facebook.com/BandRS/videos/534491833930993/UzpfSTE3NTEzMjE3MjY0NzYzOToxNDQ5NDQ3OTg1MjE2MDQ1/

 

 

 

 

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