Após denúncias do SERGS no CMS, Prefeitura de Porto Alegre terá prazo de 30 dias para apresentar soluções para o HPS

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre terá 30 dias para apresentar um cronograma com soluções para a falta de profissionais e condições de trabalho no Hospital Pronto Socorro. Os problemas foram apresentados pelo SERGS, em reunião do Conselho Municipal de Saúde, na quinta, dia 6.

A pedido do Sindicato, o Coren-RS, apresentou uma série de dados preocupantes em relação ao funcionamento da instituição. Os dados foram apresentados pela coordenadora do Departamento de Fiscalização do Coren-RS, Cláudia Mastrascusa, que relatou terem sido realizadas sete inspeções fiscalizatórias no hospital desde 2016, sendo uma delas acompanhada do Ministério Público.

Como resultado deste processo de fiscalização, foi detectado um déficit de 31 enfermeiros(as) e 117 auxiliares e técnicos de enfermagem. Além disso, 200 profissionais aguardam aposentadoria e encontram-se na folha de pagamento da instituição porém sem trabalhar, e do efetivo atual em atividade, 90% está com mais de 50 anos, em fase pré-aposentadoria.

“Há profissionais trabalhando 18 horas por dia, em condições de trabalho e escalas desumanas”, alertou Cláudia, lembrando que a população da capital gaúcha está em risco por conta desta sobrecarga. A representante do Coren-RS também trouxe outros problemas de infraestrutura que prejudicam o atendimento como a falta de gases, leitos que não seguem a recomendação da Anvisa, misturam pacientes homens e mulheres na mesma área, e falta de uma área de descanso para os(as) profissionais que atuam no local.

Durante a plenária do Conselho Municipal de Saúde, a diretora do SERGS e conselheira do CMS, Janice Schiar, reforçou a preocupação com a população, lembrando que o déficit de profissionais apontado pelo Coren-RS deve ser resolvido com urgência – não com um plano de voluntariado, como entende a prefeitura, mas com políticas de gestão e com concurso público para contratação de profissionais. Ao final da reunião, os conselheiros do CMS definiram prazo de um mês para que a Prefeitura se manifeste em relação aos problemas apresentados.

“Foi muito importante este espaço de denúncia concedido ao SERGS no Conselho Municipal de Saúde. Entendemos que este órgão de controle social deve ter papel mais ativo no levantamento dos problemas da saúde em nossa cidade e na cobrança por soluções. Os problemas são graves e demonstram a falta de uma gestão pública comprometida com a saúde da população”, comentou o presidente do SERGS, Estevão Finger, ao final da reunião.

Texto e fotos: Assessoria de Comunicação SERGS

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