SERGS repudia violência e tentativa de confiscar salários de municipários(as) em POA

O SERGS vem a público repudiar os atos de violência contra servidores(as) municipais ocorridos na tarde desta quarta, dia 5, na Câmara Municipal de Porto Alegre. A sessão que votaria a elevação da contribuição previdenciária de municipários(as) foi tensa desde o início, em uma clara demonstração de falta de diálogo do atual prefeito e seus representantes.

No horário previsto para o início da sessão, sob alegação de segurança no recinto, servidores(as) municipais foram impedidos de entrar na sessão, gerando protestos do lado de fora do Plenário Otávio Rocha.

Sob gritos de protesto, quem ficou do lado de fora e quem ficou dentro do plenário, pedia que para que as portas fossem abertas. Vereadores da oposição tentaram interceder em favor dos trabalhadores(as), mas também foram impedidos pela Guarda Municipal. Enquanto isso, dentro do plenário, representantes do Movimento Brasil Livre (MBL) faziam piadas e provocavam os(as) manifestantes.

A sessão foi interrompida várias vezes, com ação violenta da Guarda Municipal, usando inclusive spray de pimenta para conter os(as) trabalhadores que queriam entrar no recinto. “Foi violenta, arbitrária, antidemocrática e inadmissível a postura da presidência da Câmara, impedindo a reivindicação de direitos dos maiores interessados neste assunto”, comenta o presidente Estevão Finger, que representou o SERGS na sessão.

Por volta das 19h, a tensão ficou ainda maior e a sessão foi interrompida. Houve agressão e há relatos de assédio sexual por parte de seguranças da Câmara. O projeto da gestão municipal prevê aumento de 11% para 14% na alíquota da contribuição previdenciária municipal. Na prática, significa redução de salários de trabalhadores(as) do município de Porto Alegre. “É confisco de salário que já está congelado e agora ainda é pago de forma parcelada pela Prefeitura”, complementa Estevão.

Em uma manobra dos partidos da situação, a sessão foi transferida para uma outra sala da Câmara e o projeto foi votado e aprovado.

Em apoio ao SIMPA e aos municipários(as) de Porto Alegre, em especial os(as) enfermeiros(as) que atuam nos serviços de saúde,  SERGS deixa registrado seu apoio e solidariedade à violência cometida e seguirá firme na luta por nenhum direito a menos ao lado de todos(as) os(as) trabalhadores(as).

Texto e fotos: Assessoria de Comunicação SERGS

 

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